
AMOR E PAIXÃO
Se há necessidade humana comum é a de amor. E o amor gera paz, tal como a paz produz amor. O amor é tão importante que a sua falta está bem demonstrada cientificamente como estando na origem de vários problemas de saúde, não apenas mentais, mas também físicos ou de outra natureza. Uma criança sem amor, por muitos cuidados que tenha, não se desenvolve harmoniosamente. Estas crianças, tal como estudado e documentado por Erikson, um psicólogo muito conhecido no estudo do desenvolvimento, não desenvolvem a confiança básica, que lhes será essencial e que alicerça todo o seu posterior desenvolvimento. No caso dos adolescentes, quando o amor não está na base da sua vida, o que lhes falta é o estabelecimento da identidade e a insegurança que isto produz leva a comportamentos mais ou menos desviantes. No adulto, a falta de amor leva à desconfiança e, finalmente, no idoso, ao desespero.
Não querendo que este artigo seja uma aula de psicologia, o que pretendo demonstrar é que o amor é essencial. Em todas as suas formas. A paixão é, geralmente, considerada uma etapa anterior. Estudos científicos demonstram que a pessoa apaixonada produz substâncias químicas que melhoram todo o seu aspecto, incluindo o cabelo e a pele. Produz igualmente um estado de euforia que interfere no sono, na alimentação e diminui a sensibilidade à dor. Então, nada como uma paixão para o emagrecimento e o bem-estar!...
Com o tempo a paixão amaina, a paz instala-se e o amor torna-se mais sólido. Surge então a segurança, a estabilidade e a harmonia nos relacionamentos.
Portanto, começa-se por viver euforicamente a paixão mas se a relação continuar, vem o amor. E ninguém é feliz sem amor.
Fevereiro é o mês em que Portugal também adoptou o dia de São Valentim. Para mim foi um bom pretexto para escrever, já que os temas de amor são perenes e universais. Assim, no mês de Fevereiro parece que a paixão e o amor estão mais presentes e podemos andar todos mais bonitos e bem-dispostos. Começamos a pensar num presente para a pessoa amada, num jantar especial a dois, num bilhetinho declarado ou secreto. Mas o que eu gostaria de recordar é que haja amor com ou sem comemoração do dia de São Valentim no dia 14 de Fevereiro. Se este dia for uma oportunidade de entendimento, reconciliação, conversa e harmonia, óptimo! Porém, se for um pretexto de hipocrisia, em que o bilhetinho não quer dizer nada dos sentimentos interiores, a prenda é mais uma obrigação e o jantar é uma forma de ostentação, então é lamentável.
Resumindo, com dia de São Valentim ou sem ele, que haja muita paixão e amor. Que os namorados se unam na força da paixão que os levará a um amor responsável e saudável, que os tímidos tenham a coragem de se declarar e serem felizes, que os casais vivam plena e totalmente o seu relacionamento amoroso e que ninguém, mas mesmo ninguém brinque com os sentimentos alheios. E isto, meus queridos leitores, é verdade para o mês Fevereiro e para todos os outros 11 meses do ano.
Muita Paixão e Amor é o que vos desejo do fundo do meu coração e a minha oração junto de Deus e dos Anjos.
Ana Santos






